sábado, 25 de fevereiro de 2012

SOMOS TODOS IGUAIS/Cristina Mel

Vamos trabalhar as diferenças?!
Uma briga que tenho com as professoras (no bom sentido, pois na maioria das vezes é algo inconsciente) é a questão de como pintar a pele, aí sai o "famoso cor de pele", isto é, o rosa-salmão que todas as caixas de cor trazem (parto do pressuposto que trabalhamos com caixa de doze unidades). O que é um absurdo em território brasileiro, povo de tantas cores e nuances.
O que faço?
Elaboro uma aula em que todos vão desenhar-se (auto retrato de corpo inteiro). Neste momento a questão é a pintura com lápis de cor e não a forma anatômica, embora a gente possa avaliar a construção e apropriação do corpo humano. Peço aos alunos que retirem os lápis rosa salmão (que geralmente eles não identificam), o marrom, o amarelo queimado e o preto. Após as cores estarem separadas peço a eles que peguem os quatro lápis e aproximem da pele do braço e pergunto:
"- Qual cor mais aproxima-se da cor da sua pele?"
Neste momento eles observam que nem sempre nossa pele tem cor de rosa salmão, que as outras cores são mais próximas do pigmento da nossa pele. Bom, vão surgir várias falas e na maioria, interessantes e que podem ser anotadas para uma pesquisa em outro momento ou para casa ou para um projeto futuro.
Enfim, identificada a cor mais próxima, está na hora de colorir o desenho. Provavelmente surgirá questões sobre a cor dos olhos, portanto tenha pequenos espelhos para eles observarem-se.
Esta atividade pode servir para desencadear um projeto sobre semelhanças e diferenças,etnias, quem são os barsileiros, pigmentos, o que torna possível trabalhar com ciências, história, língua portuguesa, entre outras...
Bom trabalho!!!!!!


Fonte - vídeo: YouTube